Errar é humano. Está na nossa essência (na génese
do Ser – que se diz ser – Humano) escolher o caminho errado de uma qualquer bifurcação
que se nos depara.
Errar é humano. Faz-nos crescer. Enquanto pessoas.
Enquanto somos pessoas (mal de quem já não erra nunca: ou não se depara com
dúvidas – morreu na sua existência; ou está morto – morreu para a vida). E
estamos sempre a errar. E estamos sempre a crescer. Errar não é errado. Errado
é que está certo. Sem erro, não aprendemos nada. Se nunca cairmos, nunca nos
levantamos.
Errado é cair no mesmo erro mais do que uma vez. Isso
já não é um erro. É estupidez. E para a estupidez já não há queda que ensine o
que quer que seja.
É bom que erremos para que sigamos em frente mais
fortes do que antes. Novo dilema: nova queda: crescimento.
O erro é a reguada da vida. Erramos: estendemos o
braço: viramos a palma da mão para o céu (se calhar à espera de algum gesto de
misericórdia): levamos com a régua. A vida é a professora primária do
antigamente: austera; rigorosa; sisuda. Não olha nos olhos dos seus pupilos: não
vá o seu instinto maternal deitar por terra o seu estatuto de ensinador.
Errar faz bem e aconselha-se. Faça o favor de errar.
E muito. Tem mais é que aprender com isso.

Gostei da reflexão. Aprendemos mais dos nossos erros que dos nossos êxitos....
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