Esperava-te na
ânsia da minha juventude. Sabia os caminhos que percorrias: estava ali: queria
matar a saudade de te ver.
Lá vinhas
tu: de passos largos e carregados para o que tinhas que fazer. Sempre
apressado. Sempre ligeiro.
Os teus
olhos sorriram quando me viram nas coincidências da vida. Feliz por te ver, avancei
no meu propósito e dei-te o beijo que desejava. Trocámos palavras breves; tocámo-nos
com a suavidade do momento; sussurrámos palavras nervosas: o tempo era nosso
inimigo.
Foste para
onde tinhas que ir. Fiquei ali, parada, a ver-te ir à vida que tinhas e que
querias partilhar comigo.
Achei graça
ao sentimento que me fez ser atrevida com o destino e sorri com a vida que
sonhava ter contigo.
Fui para
casa, satisfeita com o que tinha acabado de acontecer. O destino, por vezes,
precisa de uma mãozinha…

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