Sei quem sou e o que quero.
Conheço-me
na perfeição do todo,
mas não me entendo
no meio de mim.
Nesta mescla de pequenos eus,
há gritos mudos
que ninguém escuta
na distracção de uma vida.
Sinto com o corpo
o que sinto com a alma:
sou eu a ser eu
na plenitude do que sou.
Sou um livro aberto
para quem se importa
com o relevo das minhas palavras.
Não sou pessoa para ser lida,
mas interpretada com olhos
de quem me quer ver.
E nos dedos de quem me segue,
há segredos que criatura alguma conhece:
nem este eu que habita em mim.

..."sou um livro aberto...para quem se importa...com o relevo das minhas palavras"...
ResponderEliminarQuero sim, continuar a ler esse livro aberto...obrigada por este momento: parabéns Manuela.
Muito bom! :)
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