O silêncio
impera.
A aridez da
minha alma
embacia as
emoções.
Estou
perdida
na teia que
criei:
que local é
este?
Os meus pés sentem-se
presos
às mãos que
não sinto.
Choro a
impotência,
cobarde:
a corda está
apertada de mais:
corta-me o
pulso da minha
frágil
respiração.
Vislumbro
o túmulo,
macabro,
no mais
fundo de mim:
é agora.
Ao longe
(com a
obstinação de um eco):
o sino toca.
Uma e outra vez.
E Insiste.
E chama por
mim
com voz
maternal.
O seu toque,
nervoso,
grita-me as
palavras
que
precisava ouvir.
Sinto-me
levantar
com uma
força
mais forte
do que a própria força.
De pé,
com as mãos
firmes
para o que quero,
vou em
direcção
ao horizonte
que me espera.
O sino não pára de tocar...

Um pouco triste, mas grandioso. Gostei porque no final: "sinto-me levantar com uma força mais forte do que a própria força"...E essa frase muda tudo...
ResponderEliminarParabéns...