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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Quando o sino toca



O silêncio impera.
A aridez da minha alma
embacia as emoções.
Estou perdida
na teia que criei:
que local é este?  
Os meus pés sentem-se presos
às mãos que não sinto.
Choro a impotência,
cobarde:
a corda está apertada de mais:
corta-me o pulso da minha
frágil respiração.
Vislumbro
o túmulo, macabro,
no mais fundo de mim:
é agora.

Ao longe
(com a obstinação de um eco):
o sino toca. Uma e outra vez.
E Insiste.
E chama por mim
com voz maternal.
O seu toque, nervoso,
grita-me as palavras
que precisava ouvir.

Sinto-me levantar
com uma força
mais forte do que a própria força.
De pé,
com as mãos firmes
para  o que quero,
vou em direcção
ao horizonte que me espera.
O sino não pára de tocar...

1 comentário:

  1. Um pouco triste, mas grandioso. Gostei porque no final: "sinto-me levantar com uma força mais forte do que a própria força"...E essa frase muda tudo...
    Parabéns...

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