Não gosto de
lamechices.
Odeio
palavras ocas
feitas de
cópias mal tiradas
do almanaque
da semana.
Horrorizam-me
gestos pensados;
olhares
elaborados.
De mim, não
esperes:
“meu amor,
minha amada,
minha paixão
assolapada.”
Não. Não és
minha.
És de ti e a
ti pertences.
Na tua
plenitude.
E é assim
que te quero: tua.
Detesto
teatros de rua
encenados de
mãos dadas
e de
cumplicidades que não existem.
Abomino
carinhos de circunstância
acompanhados
de pernas entrelaçadas
no sexo que
há-de vir.
De ti, quero
apenas uma coisa.
Quero nós.
Juntos.
Desde há
muito.
Desde
sempre.
A olhar o
nosso sol a pôr-se
e a ver-nos
partir com ele.

Sem comentários:
Enviar um comentário