A Senhora
Dona Chuva chegou. Altiva e de modos um pouco agressivos, invadiu-nos as ruas,
os parques, as praias e enche-nos a paciência, esvaziando-a de nós.
No entanto, a
chuva tem efeitos diferentes na paleta de seres humanos que habitam nesta bola
gigante:
há quem
dance para que ela surja e resolva os problemas da seca;
há quem a
deteste e fique mal-humorado e irritadiço;
há quem
aprecie ouvi-la no aconchego de uma lareira acesa e um copo de café bem quente;
há quem
adore andar à chuva e sentir a frescura da natureza;
há quem dela
se abrigue sob cartões improvisados como se de um telhado tratasse.
Para uns: é
uma bênção; para outros: uma peste necessária à nossa sobrevivência.
A chuva é
assim: atrevida, impetuosa, contraditória. Com a mania que manda e controla as
vidas de quem dela depende.
A Senhora
Dona Chuva chegou. Façam o favor de a deixar passar. O Senhor Sol agradece. O meu humor também.

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