Porque estou
calada?
Porque a
desilusão roubou-me
a voz e
levou-a para nada
que te possa
interessar.
Estou a
penetrar na alma
que me resta
e salvar
os vestígios
do que fui.
Porque não
te olho?
Porque és um
monte de nada
que tropeço
no nada que foste
em coisa
alguma.
Estou a ver
a tua não existência
na história
nada que sofri
na tua
presença sempre além.
Porque
choro?
Porque ainda
tenho lagrimas
que teimam
em nascer
neste nada
que és para mim.
Estou a
expurgar-te da minha pele
com o amor
que me sinto
a cada novo
dia.
Agora?
Agora, sou
tudo o que preciso
para ser
feliz. E gostar.
Que tenho?
Nada...

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