A viagem à
vida que não tive.
Por desconhecer
que os muros
também caem
com o sopro
dos destinos
que se nos
avizinham
escondidos
nas esquinas da vida.
Por inércia
preguiçosa
do fado desditoso,
impiedoso
escrito nas
entrelinhas
das estrelas
refasteladas
nas certezas
que lhes convêm.
Gostava de
fazer uma viagem
à vida que
não tive para perceber
a que me foi
dada a ter.
Esta. Tão
banal. Tão minha.
Se calhar,
seria a viagem perfeita
de regresso
ao início de mim
onde tudo
seria como foi
e acabaria
como é.
Há viagens que
nada mudam.
Será?

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