Quando
tardas em chegar:
invade-me aquela
inquietação
de quem
espera
e nem sempre
alcança.
As nuvens
carregam o meu fado.
Tentam libertar-me
a pressão
e: aqui estou
eu.
À luz dos
meus medos.
Debaixo da
minha inclemência.
Sozinha.
À tua
espera.
À espera de
ouvir a tua chave
abrir a
nossa porta.
Crio o
suspense
com imagens
feitas de pesadelo:
quando
tardas em chegar.
E no momento
em que,
finalmente, te
oiço:
as estrelas
sorriem;
a lua
desperta;
a noite está
calma.
Já posso
pensar no amanhã.

Sem comentários:
Enviar um comentário