Deambulamos
nossos corpos:
pedaços de
almas apáticas,
moribundas
de morte sofrida
pela vida
que não
temos.
Ovelhas
caladas por pastores
impostores,
malfeitores,
camuflados
de coisa alguma
que brilha
do cimo
do inferno
que os há-de acolher
no fim que a
todos chega.
Somos
fragmentos da inércia
que
sentimos: impotentes
descrentes
na raça que
nos descomanda
em torno do
abismo da decadência:
indecência
paga com
migalhas
da honra que
ainda temos.
Pilhados.
Ultrajados.
Espezinhados.
É a dança do
fantoche na mão
ardilosa do
artista escondido
por detrás
da sua própria podridão…

Sem comentários:
Enviar um comentário