Aguardo
calmamente,
sentada na poltrona
da minha paciência,
que a vida
esteja distraída
e consiga
dela
o que dela
me importa.
Mas quando
paro para pensar
nesta minha
espera,
sem
desespero,
uma dúvida me
surge:
estarei eu à
espera
ou a ser
esperada
nas curvas
enredadas
desta minha
vida
tão
conhecedora de mim
e do meu
sentir?
Se calhar, a
poltrona
em que julgo
estar sentada
nada mais é
senão
o colo da
ingenuidade
a amparar-me
das canseiras da vida…

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