Não era um dia qualquer.
Era O dia.
O dia em que iria enfrentar os olhos de quem me vê grande.
O dia em que não poderia dar lugar à desilusão; ao desastre,
mesmo.
Fechei os olhos aos meus medos; virei a cara à timidez e enfrentei quem
tinha pela frente.
Olhos. Imensos olhos.
Respirei fundo.
Não vi ninguém. Só vi vultos.
Vi, no entanto, uns olhinhos que me procuravam com a ansiedade de quem
me admira.
Epifania: é por ela que estou aqui: nada tem como falhar.
Verdade tão verdadeira!
Tudo aconteceu com a rapidez de um segundo.
Tudo aconteceu com a simplicidade do que tinha que acontecer.
Foi apenas mais um dia. Mas um dia em que fui mãe num papel que não era
meu.

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