Site Optimizado para Firefox ou Chrome

O Pensamentos Avulsos em Tempos de Ócio apresenta problemas com o Internet Explorer. Em alternativa, queira, por favor, utilizar outro browser como o Firefox ou o Chrome. Obrigada.

sexta-feira, 7 de junho de 2013

A raiva da vida dos outros



De onde virá tanta raiva que tanta gentinha tem de tanta gente?
Vem da cabeça, oca, de quem tem uma vida árida e ávida de emoção: é pensar que pensa bem, quando pensa mal ou não pensa, de todo: é a estupidificação do animal que está no homem: é tempo demais a viver a vida que não tem, mas deseja.
A raiva produz uma energia electrizante: dá choque a quem está bem consigo e com a vida.
A pessoa que vive da raiva é o abutre da infelicidade do outro; é o agiota da miséria alheia.
A raiva não constrói nada que se veja - no entanto, sente-se quem dela vive; sente-se no olhar que (imagina que) corta a veia jugular de quem tem êxito nas pequenas coisas da vida – na sua mais profunda essência. Apenas destrói o pouco de bom que poderia ser encontrado, algures, em quem tem raiva.
A raiva não impulsiona ninguém – nem mesmo o próprio. A sua única função é ocupar o tempo de quem o tem em demasia e, assim, vai vivendo a sua vidinha pequenina e medíocre.


Sem comentários:

Enviar um comentário