Chega-te para lá!
Não te quero!
Larga-me!
Sai de perto de mim
e leva contigo esse teu cheiro
que me hipnotiza e transforma.
Tira esses braços de gigante
do corpo que ainda possuo:
não me deixo seduzir.
E as tuas mãos?: maquiavélicas,
não param quietas
nas fragilidades que, sabes, tenho.
Vai-te embora.
Não. Não te atrevas…
Que me fazes?
Que queres de mim?
Não. Não me posso perder em ti…
És diabólico com a minha alma;
divinal com o meu corpo…
A tua boca na minha.
O teu corpo no meu.
És a minha maior ruína.
A minha maior perdição.

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