Olhando para trás,
sinto-me feliz
por te ter conquistado.
Eu sabia que eras tu.
As cobras venenosas
expeliram a peçonha
para o ar:
engoliram um destino
que queriam malogrado.
Não és perfeito:
eu também não!
E esta nossa imperfeição
fez-se perfeita para nós.
Há quem não nos entenda.
Há quem inveje o que temos.
É-me indiferente!
Sinto-te na minha vida
desde aquele sempre que importa.
Crescemos juntos
no império que é nosso.
Abraçamos
o que vale abraçar.
Tudo o resto é ruído de fundo
nas profundezas do irrelevante.

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