Não olhas para mim:
os teus olhos espumam uma raiva
que eclipsa o teu querer.
Aproximo-me.
Afastas-te.
Espancas-me
com o silêncio que te sufoca.
Não quero a tua absolvição:
fui condenada no dia
em que o meu corpo
quis acalmar o fogo
que havia em mim.
A culpa não é tua:
é de alguém
que quer mais do que me podes dar:
a minha penitência…

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