Vejo
o verde, vida,
das árvores e dos campos.
Oiço
o silêncio, tranquilo,
que paira na paz que sinto.
Observo
quem por mim passa na rua
de cara virada para si.
Sussurro
o que me vai na alma
para me fazer ouvir.
Reparo em tudo o que me interessa
e em nada que me cativa.
E assim vou vivendo
na ambiguidade de uma existência
que já teve outra cor;
na insatisfação ansiosa
de quem quer sempre um pouco mais.

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