Encontro-me no penhasco
dos meus dogmas infinitos.
Cega por uma genialidade déspota,
sou soberana no que sei.
Grito bem alto as palavras
que quero ouvir.
O eco responde com a voz
do inferno (que sou):
a minha perdição
nas chamas que me ardem.
No terror da aparição,
recuo na obscuridade.
Abro os olhos para
bem dentro de mim e
abraço a ressurreição
da alma que andava perdida.
As trevas apagaram-se
na Luz do meu sentir:
fui salva por quem nunca deixei de ser.




