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domingo, 30 de junho de 2013

Aparição



Encontro-me no penhasco
dos meus dogmas infinitos.
Cega por uma genialidade déspota,
sou soberana no que sei.
Grito bem alto as palavras
que quero ouvir.
O eco responde com a voz
do inferno (que sou):
a minha perdição
nas chamas que me ardem.
No terror da aparição,
recuo na obscuridade.
Abro os olhos para
bem dentro de mim e
abraço a ressurreição
da alma que andava perdida.
As trevas apagaram-se
na Luz do meu sentir:
fui salva por quem nunca deixei de ser. 


sábado, 29 de junho de 2013

A minha vida contigo



Olhando para trás,
sinto-me feliz
por te ter conquistado.
Eu sabia que eras tu.
As cobras venenosas
expeliram a peçonha
para o ar:
engoliram um destino
que queriam malogrado.
Não és perfeito:
eu também não!
E esta nossa imperfeição
fez-se perfeita para nós.
Há quem não nos entenda.
Há quem inveje o que temos.
É-me indiferente!
Sinto-te na minha vida
desde aquele sempre que importa.
Crescemos juntos
no império que é nosso.
Abraçamos
o que vale abraçar.
Tudo o resto é ruído de fundo
nas profundezas do irrelevante.


sexta-feira, 28 de junho de 2013

A traição



Não olhas para mim:
os teus olhos espumam uma raiva
que eclipsa o teu querer.

Aproximo-me.
Afastas-te.

Espancas-me
com o silêncio que te sufoca.

Não quero a tua absolvição:
fui condenada no dia
em que o meu corpo
quis acalmar o fogo
que havia em mim.

A culpa não é tua:
é de alguém
que quer mais do que me podes dar:
a minha penitência…


quinta-feira, 27 de junho de 2013

Apeteces-me



Apetece-me:
sugar o suco da tua carne;
trincar o lóbulo da tua alma;
exalar-te sem fim.
Apeteces-me com toda a força
do meu apetecer.
Sinto uma vontade, gravitacional,
de me saciar de ti - beber o teu todo.
Queria ser o copo que beijas
a cada gole teu;
a água que te toca
na imersão dos teus prazeres.
Apeteces-me
na melodia de uma noite ao luar;
na brisa que nos levita
do corpo que possuímos.
Somos sublimes
a cada desfecho nosso:
apeteces-me a cada dia mais.


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Noite ao luar



Noite de Verão.
Quente.
Ardente.
Iluminada pelo brilho
do sol da noite.
Luz que deslumbra
na penumbra
desta vida
tão sofrida.
Musa
de poemas
e dilemas
chorados
por amantes enamorados.
Noite de Verão.
Vagarosa.
Fogosa.
Encadeada pela magia
da estrela que nos guia.
Luz que fascina
na neblina
de um jardim
quase, quase sem fim…