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domingo, 28 de dezembro de 2014

Os tropeções



Por vezes, tropeçamos em pessoas que não conhecemos, ou conhecemos só por instantes da vida, e que, mais cedo ou mais tarde, passam de figurantes a personagens principais na nossa história. 
E tudo muda. 
Muda a nossa visão.
Muda o nosso comportamento.
Abrimos horizontes.
Abrimos os braços para abraçar o que concluímos ser realmente importante.
Não é por acaso que tomei as decisões que tomei: de nenhuma me arrependo.
Não é por acaso que me importo com as pessoas que me importam: todas fazem de mim o que sou.
Não é por acaso que sou de extremos: ou me apego, ou nem sequer existe.
Não é ao acaso que escolho os amigos para a vida. Escolho os mais imperfeitos, os mais honestos, os mais fortes de tão frágeis que são, os que se encaixam em mim e me completam, os genuínos, os que não têm medo de errar e admitem o erro, os que me invadem a alma e conquistam o que mais prezo em mim: a minha identidade.
Ao longo da minha vida já perdi, fiz, desfiz, errei, aprendi, confiei, apaguei, sonhei, chorei, lutei, caí, levantei, mas, acima de tudo, sei-me privilegiada por já ter sido acarinhada, desejada e amada (o amor é transversal: de sangue; de alma; de pele) em momentos diferentes por pessoas distintas. E é isto que fica no meio de tudo isto: sentir que temos valor para outra pessoa faz aumentar o nosso amor-próprio e auto-estima o que, por conseguinte, faz com que estejamos mais abertos a sofrer tropeções cada vez mais impactantes na nossa vida. 



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