Deixa-me voar e estarás.
Deixa-me ser eu e terás.
Preciso de mim,
no mais inteiro que sou,
para poder ser.
E não há nada que me prenda a ti
senão esta vontade de ir
para depois regressar.
Não. Não quero partir.
Quero apenas descobrir
o que sou no universo de mim.
Não é de ti que preciso:
és outro que não eu.
Não és sombra.
Não és imagem.
És o possível de ti.
E de ti nada quero
senão os sentidos
que te levam de mim.

Sem comentários:
Enviar um comentário