Por vezes, tropeçamos em pessoas que não conhecemos, ou
conhecemos só por instantes da vida, e que, mais cedo ou mais tarde, passam de
figurantes a personagens principais na nossa história.
E tudo muda.
Muda a
nossa visão.
Muda o nosso comportamento.
Abrimos horizontes.
Abrimos os braços para abraçar o que concluímos ser
realmente importante.
Não é por acaso que tomei as decisões que tomei: de nenhuma
me arrependo.
Não é por acaso que me importo com as pessoas que me
importam: todas fazem de mim o que sou.
Não é por acaso que sou de extremos: ou me apego, ou nem sequer
existe.
Não é ao acaso que escolho os amigos para a vida. Escolho os
mais imperfeitos, os mais honestos, os mais fortes de tão frágeis que são, os
que se encaixam em mim e me completam, os genuínos, os que não têm medo de
errar e admitem o erro, os que me invadem a alma e conquistam o que mais prezo
em mim: a minha identidade.
Ao longo da minha vida já perdi, fiz, desfiz, errei, aprendi,
confiei, apaguei, sonhei, chorei, lutei, caí, levantei, mas, acima de tudo, sei-me
privilegiada por já ter sido acarinhada, desejada e amada (o amor é transversal:
de sangue; de alma; de pele) em momentos diferentes por pessoas distintas. E é
isto que fica no meio de tudo isto: sentir que temos valor para outra pessoa faz
aumentar o nosso amor-próprio e auto-estima o que, por conseguinte, faz com que
estejamos mais abertos a sofrer tropeções cada vez mais impactantes na nossa
vida.



