Há seres assim:
com os pés agarrados à terra
e as mãos atadas à cabeça.
Seres sem paixão de alma
que sentem com o corpo
e esquecem com o tempo.
Seres que envelhecem
agarrados a julgamentos;
limitados nos afectos,
nos pequenos gestos,
nas palavras por dizer.
Seres que carregam o fardo da vida
em vez de beber o sabor de viver
não conhecem a leveza de um sonho
sempre em busca de uma nova estrela.
Seres que não interpretam o silêncio
não sabem ler a ausência
de um olhar mais intenso.
Seres que nunca procuram.
Nunca questionam.
Nunca transbordam.
Há seres assim…



