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quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Não sei porquê



Pareces um ser que não se vê,
mas se sente em toda a parte.
Na cidade onde vivo,
vives tu em cada esquina.
No parque onde passeio,
estás lá tu a caminhar.
Pareces presente
estando ausente,
pois eu vejo-te em todo o lado.
No café, pela manhã,
ainda meio estremunhado,
sinto o teu perfume
ligeiramente amadeirado.
Não sei porque estou assim.
Não percebo esta ilusão.
Desconheço-me de todo
no meio deste turbilhão.
Seduzes-me devagarinho
como quem está distraído
e não vê o que se passa
para lá do universo teu.
E no fim de mais um dia,
derrotado pela verdade,
deito-me cansado
de estares comigo sem estar.


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