Pareces um
ser que não se vê,
mas se sente
em toda a parte.
Na cidade
onde vivo,
vives tu em
cada esquina.
No parque
onde passeio,
estás lá tu
a caminhar.
Pareces
presente
estando
ausente,
pois eu vejo-te
em todo o lado.
No café, pela
manhã,
ainda meio
estremunhado,
sinto o teu
perfume
ligeiramente
amadeirado.
Não sei
porque estou assim.
Não percebo
esta ilusão.
Desconheço-me
de todo
no meio
deste turbilhão.
Seduzes-me
devagarinho
como quem
está distraído
e não vê o
que se passa
para lá do
universo teu.
E no fim de
mais um dia,
derrotado
pela verdade,
deito-me
cansado
de estares
comigo sem estar.

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