Há dias
assim:
desprovidos
de fôlego.
Sem momentos
entusiasmados,
nem
exasperados.
Daqueles
dias inertes
onde nem o
sol aquece o corpo,
nem a sombra
arrepia a alma.
Dias de
cortina fechada
e de luz
apagada.
Dias isentos
de sonhos
e de
suspiros
onde o peso
da existência
nos enterra a
disposição
e levanta a
depressão.
Dias que
parecem décadas
tal a demora
em ir-se
embora.
E quando,
finalmente, a noite vem
já o dia foi
perdido
e nada fez
qualquer sentido…

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