Estou
carregadinha de saudades minhas.
Não sei por
onde ando desde o último dia em que reclamei o meu triste fado. Se calhar,
estou presa dentro de mim a penitenciar-me pela minha total falta de jeito em
lidar com a vida que me foi dada sem pedir.
(Há pensamentos
que se vingam em nós e nos fecham a liberdade de simplesmente sentir)
Hoje,
especialmente no dia de hoje,
gostava
não ter de
pedir licença ao corpo para ver se é gentil e me deixa fazer o que quero e o
que preciso;
não ter de
pedir que me entendam entre gestos ridículos e desesperos mal entendidos.
(Há desejos que se deliciam com as nossas dificuldades
e nos provocam até à exaustão)
Hoje,
sinto-me assim:
com vontade de
me ter de volta e abraçar a minha simples existência .

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