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domingo, 19 de outubro de 2014

Do esquecimento



Não sei quem sou.
Não sei quem és tu que me falas e me dizes palavras que não entendo.
Não. Não sei que lugar é este: frio e desconhecido.
Tira-me daqui.
Leva-me para casa. Para o colo da minha querida mãe: já deve estar ralada pois a noite, não tarda nada, está a chegar.
Não sei quem sou.
Quem és tu que me falas doce, mas gritas dores que desconheço?
Não. Não sei onde fica o lar que me viu crescer. Apenas sei que me alenta e atenta o coração.
Por favor: não me faças mais perguntas: a nenhuma sei responder.
Sei que aqui estou, mas não sei quem sou, nem a quem me dou.
Deixa-me estar, mas, peço-te por tudo que te é mais sagrado: tira-me deste lugar.


1 comentário:

  1. Às vezes temos a sensação de não saber quem somos e o que fazemos no mundo, este poema o diz tão bem...

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