Não sei quem
sou.
Não sei quem
és tu que me falas e me dizes palavras que não entendo.
Não. Não sei
que lugar é este: frio e desconhecido.
Tira-me
daqui.
Leva-me para
casa. Para o colo da minha querida mãe: já deve estar ralada pois a noite, não
tarda nada, está a chegar.
Não sei quem
sou.
Quem és tu
que me falas doce, mas gritas dores que desconheço?
Não. Não sei
onde fica o lar que me viu crescer. Apenas sei que me alenta e atenta o
coração.
Por favor:
não me faças mais perguntas: a nenhuma sei responder.
Sei que aqui
estou, mas não sei quem sou, nem a quem me dou.
Deixa-me
estar, mas, peço-te por tudo que te é mais sagrado: tira-me deste lugar.

Às vezes temos a sensação de não saber quem somos e o que fazemos no mundo, este poema o diz tão bem...
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