Contigo
iria até ao
fim do mundo
e recomeçá-lo-ia
no princípio
do novo.
Contigo,
consigo
ver esse fim
tão perto
do que já foi
feito
e
distanciar-me
da primeira
vez de tudo.
(Afinal, o
fim do mundo
não é o
abismo de ser grande,
mas a planície
da ilusão sem fim.)
Contigo
iria até ao
fim do mundo
se o mundo
tivesse o fim
que sonhámos
para nós.
(De mãos
dadas,
saltávamos
em busca do ser pleno.)
Mas o mundo
é um mundo
que não acaba mais
por mais
voltas que dê a vida
e o meu
corpo
chora a alma
que desencontrou.
Contigo,
consigo
ir além do
fim que nos espera
ali mesmo ao
virar
de uma
qualquer distracção banal.
Mesmo
contigo,
consigo
ser quem sou
e quem quero
ser
ao lado de
quem me quer…

Excelente e bonito poema Louvor a umas mãos que debitam na ponta dos dedos o que o cerebro manda escrever. Parabéns , para quem liberta a mente e consegue "marinar" o pensamenrto. Como se de um Hino se trate, mais que isso, de abençoar a coragem de libertar o sentido da alma, o expressar da alma e o libertar da alma. Sim, a alma existe porque existe coração e se o coração existe, existe vida, e se existe vida, existe vontade de a viver. PARABÉNS.
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