Sei-me homem
desde há muito
perdido na
imensidão de dúvidas
e receios e
desgostos e desencontros,
mas contigo
sinto-me menino
em busca de
me descobrir algures
dentro de
tanto que brota em mim.
Não sei que
coisa é esta
se alguma coisa
pode alguma vez
ser tão
indefinida como concreta,
mas se há
certeza que me invade
desde que
passaste a verdade
nesta minha
história sem passado
presente
tantas vezes no que me dói
é a de que vou
deixar que me leves para lá
deste meu
tremendo medo de nascer de novo
e tentar
quem sabe ser feliz de olhos abertos:
a partir de
hoje e de todos os hojes:
diante de
mim a teu lado:
de mãos
apertadas.
Tão
certamente.
Tão
tranquilamente.
Como nunca.

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