A certeza
nem sempre está certa do que quer.
Umas vezes,
acha-se forte e convincente.
Outras,
vacila a cada olhar alheio.
E esta
certeza inconstante de humores
está em mim em
cada acordar;
em tantos
impulsos contidos;
em todos os
sofrimentos oferecidos
numa
qualquer distracção;
nas lágrimas que guardo nas desilusões
nas lágrimas que guardo nas desilusões
dentro dos
meus ainda sonhos.
Mas esta minha
consciência
não faz de
mim melhor pessoa,
nem é a
redenção de todos os meus males.
É apenas o
desabafar de almas cruzadas
entre o que é
o correcto e o que tem que ser;
entre a
perfeição e a dúvida de ser eu.
Como posso
não magoar alguém
se no meio
de tudo isto
há tanto por
viver e para sentir?
Tento ser o
melhor que sei e posso
nesta amálgama
de ser e estar.
Perdoem-me este
meu infortúnio
de existir
para além de mim…

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