Há necessidades
que nascem de nós sem que nos tenhamos apercebido da sua longa e minuciosa
gestação tal é a nossa total abstracção do que somos e do que queremos
realmente. E quando elas surgem desse nada aparente e nos fazem rasgar
conceitos e preconceitos descobrimos afinal:
que todos
nós temos um propósito a fazer em cada um de nós;
que
existimos para lá da ferida de uma ilusão perdida;
que tropeçar
de vez em quando na nossa humanidade:
é aceitar os
insondáveis mistérios da nossa existência;
é olhar nas pessoas
dentro das suas infinitas realidades;
é encontrar medos
escondidos atrás de fragilidades maquilhadas de força;
é perceber
que os erros são a beleza de quem é imperfeito, mas persegue a tentação da
perfeição.
Há
necessidades que crescem em nós e nos apertam a vontade de respirar sozinhos.
São
necessidades que nos pesam no espelho da alma e nos fazem adormecer para dentro
do sonho eterno.
Não se vêem
e nem se fazem ver.
Apenas doem.
Eis o
silêncio a falar de si…

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