A minha
felicidade seria inteira
se me
ouvisses sem que eu falasse;
se me
entendesses sem me explicar.
Olhar-me-ias
com a luz que te ilumina
e terias a
lua a sorrir para ti.
Seria tudo
bem mais fácil:
não haveria
palavras escusas,
nem segredos
por chorar.
Abraçar-me-ias
quando de um
abraço precisasse:
render-me-ia
aos teus encantos
de braço
fortaleza
e espírito
certeza.
Estarei eu a
delirar com a perfeição?
Se os teus
olhos não me vêem como sou,
como poderei
eu chegar até ti?
As minhas
fragilidades são enredos
que te
escapam e me atiram
para o medo
de me perder
no vazio que
me deixaste
a cada
silêncio teu…

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