Ainda tenho tanta vida para sentir
que receio que o meu corpo vá terminar
antes da minha alma querer desistir
desta natureza ingrata sem par.
Tenho muitos sonhos por cumprir.
Alguns bem difíceis de concretizar
tal é o medo tamanho do erro existir
e a ânsia tremenda no engano estar.
Apesar desta ambiguidade insistir
em a minha vontade abrandar,
sou mais teimosa que a teimosia a ir
contra os muros por dominar.
E se o meu corpo amanhã falir,
nos acasos da vida por aguardar,
será pela tristeza de me ver sair
dessa alma tua tanto amar
e não pela ilusão de resistir
a todo o sempre muito sonhar.

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