Naquele
instante em que nos vimos pela primeira vez soubemos que nos conhecíamos desde
sempre.
Talvez desde
outras vidas.
Outros
corpos.
Não sei.
Sei que te
senti: meio menino atrevido, meio homem que sabe o que quer.
Com resposta
para tudo mesmo quando nada faz qualquer sentido.
Apreciador
do Ser
como humano,
como
comportamento,
como social
no seu todo,
és Tu Ser carente
de afectos e de atenção;
és Tu Ser
extremamente inteligente: ouves mais o que pensas do que o que sentes
(e eis que
abafas o que és com o que é melhor para todos);
és, acima de
tudo, uma alma velha com espírito jovem apaixonado pela vida e pelos pequeninos
detalhes que engraçam toda a nossa simples existência.
Desde aquele
instante.
Desde aquele
preciso momento em que tudo parou para nos ver a escutar em silêncio que tenho
a certeza absoluta que já vivemos outrora uma história qualquer.

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