Site Optimizado para Firefox ou Chrome

O Pensamentos Avulsos em Tempos de Ócio apresenta problemas com o Internet Explorer. Em alternativa, queira, por favor, utilizar outro browser como o Firefox ou o Chrome. Obrigada.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Assim é a vida



Ri-te.
Vá lá, diverte-te
com a minha ignorância.
Goza com a minha falta de jeito
para lidar contigo.
Dás-me com uma mão
o que me arrancas das entranhas:
o teu sarcasmo é deveras desolador.
Mas eu aguento.
Ri-te.
Vá lá, diverte-te
com a minha inocência.
Nada disso me importa.
Muito menos me importo
com o que fazes
com o que sabes.
Cá estou eu para te enfrentar.
Sou como sou mediante o que penso.
E eu penso muito, sabias?
E, neste momento, penso:
podes saber mais do que eu,
mas eu faço de ti
o que bem me apetecer.
Enquanto me apetecer.
Até ao teu fim…
és a minha vida…


terça-feira, 21 de outubro de 2014

Seremos TEU



Já alguma vez
te percorri
para lá do teu olhar?
Bem fundo do que te sinto
a cada solidão,
a cada sufoco?

Já alguma vez
te penetrei
para lá da tua pele?
Bem dentro do que te faz
tão força,
tão ser?

Já alguma vez
te arrebatei
para lá deste mundo?
Bem perto do que sou,
só para mim,
só assim?

Diz-me que sim
e seremos TEU:
TU:
mais:
EU.


segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Desabraços



Nada há em que acredito
com a força dos sonhos de outrora.
Ilusões cor de inocência:
ar que respirava
e me inspirava
para crer que a possibilidade
estava em tudo:
bastava querer.
Engano meu.
A minha vontade                           
é de poder frágil
diante do querer
que me comanda a vida.
E não há nada para lá do que vejo.
Para lá do que sinto em mim.
Não há encantamento,
nem brilho no olhar.
Não há loucura apaixonada,
nem impulsividade ao luar.
Há dias cinzentos
seguidos de semanas apressadas
contra o tempo
que urge ter,
mas não viver.
Há silêncios contidos.
Momentos esquecidos.
Desabraçados de nós…


domingo, 19 de outubro de 2014

Do esquecimento



Não sei quem sou.
Não sei quem és tu que me falas e me dizes palavras que não entendo.
Não. Não sei que lugar é este: frio e desconhecido.
Tira-me daqui.
Leva-me para casa. Para o colo da minha querida mãe: já deve estar ralada pois a noite, não tarda nada, está a chegar.
Não sei quem sou.
Quem és tu que me falas doce, mas gritas dores que desconheço?
Não. Não sei onde fica o lar que me viu crescer. Apenas sei que me alenta e atenta o coração.
Por favor: não me faças mais perguntas: a nenhuma sei responder.
Sei que aqui estou, mas não sei quem sou, nem a quem me dou.
Deixa-me estar, mas, peço-te por tudo que te é mais sagrado: tira-me deste lugar.


terça-feira, 14 de outubro de 2014

Encontrar



Queria eu ter sabido o que hoje sei e nem sei o que faria.
O que me faria.
Se calhar, faria o que achava melhor para mim.
(espera: foi isso que fiz.)
Ou talvez não.
(achar é a opinião de quem nada sabe: logo: erro na certa).
Por isso, digo com toda a certeza que me assiste:
(agora que sei alguma coisa)
não acho nada.
Absolutamente nada.
Apenas encontro a cada dia que passa.
A mim.
E, melhor do que isso:
encontro cada vez mais e melhor.
Não acho nada.
Nem me importa o que acham.
Antes de acharem, façam o favor de encontrar.
A mim.
E aí falaremos com a sapiência de quem encontra o que realmente importa.