A sua definição é tão complexa como o Ser
propriamente dito.
Ser Mulher é tão magnífico como enigmático.
Tem momentos turbulentos de autêntico vendaval de
ideias e palavras. Demasiado. Excessivo para o pragmatismo duro e cruel do
Homem.
É ter uma perspectiva global de tudo o que a
rodeia, pensando sempre em muita coisa ao mesmo tempo. Como é possível não o
fazer?
Ser Mulher é maravilhoso, desde que a deixem Ser
Mulher. Desde que ela se deixe Ser Mulher.
Não esposa. Não mãe. Não filha. Não. Só Mulher.
Pelo menos durante uns instantes por dia. Faz falta. Faz bem. A ela e a todos
os que a rodeiam.
A Mulher é o limão da vida. Não aquele limão
brilhante, grande, com cheiro forte a citrino, pois esse, quando se corta, não
tem sumo. É antes aquele limão aparentemente frágil e, no entanto, suculento. O
que tem a acidez fundamental para temperar a vida.
A Mulher engana os incautos. A Mulher (a)trai.
Naturalmente (a)trai. E gosta de (a)trair. Faz parte do Ser Mulher. Do seu
papel de Mulher. É o seu porto seguro. O seu cinto de segurança no percurso
sinuoso da vida. Não se trata de vulgaridades, mas de complexidades. Gosta e
não gosta. Quer e não quer. Não é um jogo. É a sua natureza.
Ser Mulher não é nada fácil. É um turbilhão de
pensamentos e sentimentos. De hormonas descontroladas e de emoções ao rubro.
Ser Mulher é viver constantemente numa
montanha-russa. Ora calma, ora acelerada.
Sou Mulher. Adoro Ser Mulher e aprecio as
Mulheres. Não é nada sexual, mas concorrencial. Tenho uma necessidade quase carnal de proteger e de
demarcar o meu território.
Observo, analiso, comparo, filtro. Não aceito
dogmas, modas inúteis, futilidades.

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