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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Ser Mulher




A sua definição é tão complexa como o Ser propriamente dito.
Ser Mulher é tão magnífico como enigmático.
Tem momentos turbulentos de autêntico vendaval de ideias e palavras. Demasiado. Excessivo para o pragmatismo duro e cruel do Homem.
É ter uma perspectiva global de tudo o que a rodeia, pensando sempre em muita coisa ao mesmo tempo. Como é possível não o fazer?

Ser Mulher é maravilhoso, desde que a deixem Ser Mulher. Desde que ela se deixe Ser Mulher.
Não esposa. Não mãe. Não filha. Não. Só Mulher. Pelo menos durante uns instantes por dia. Faz falta. Faz bem. A ela e a todos os que a rodeiam.

A Mulher é o limão da vida. Não aquele limão brilhante, grande, com cheiro forte a citrino, pois esse, quando se corta, não tem sumo. É antes aquele limão aparentemente frágil e, no entanto, suculento. O que tem a acidez fundamental para temperar a vida.

A Mulher engana os incautos. A Mulher (a)trai. Naturalmente (a)trai. E gosta de (a)trair. Faz parte do Ser Mulher. Do seu papel de Mulher. É o seu porto seguro. O seu cinto de segurança no percurso sinuoso da vida. Não se trata de vulgaridades, mas de complexidades. Gosta e não gosta. Quer e não quer. Não é um jogo. É a sua natureza.

Ser Mulher não é nada fácil. É um turbilhão de pensamentos e sentimentos. De hormonas descontroladas e de emoções ao rubro.

Ser Mulher é viver constantemente numa montanha-russa. Ora calma, ora acelerada.

Sou Mulher. Adoro Ser Mulher e aprecio as Mulheres. Não é nada sexual, mas concorrencial. Tenho uma  necessidade quase carnal de proteger e de demarcar o meu território.

Observo, analiso, comparo, filtro. Não aceito dogmas, modas inúteis, futilidades.

Sou um Ser Pensante. Não é isto que é Ser Mulher?



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