Adoro aromas.
Suaves, subtis.
O aroma a chuva
fraca acabada de cair num dia de Verão.
O aroma do mar,
da praia,
do pinheiro, do
eucalipto.
O aroma de
Primavera das árvores em flor.
Os aromas
transportam-nos
a memórias
apagadas,
a infâncias
esquecidas,
a desejos,
sonhos.
O aroma do bolo
quente que a avó fazia nas férias de Verão,
do pão torrado
numa espécie de torradeira de levar directamente ao fogo,
dos campos em
flor
onde corríamos
sem saber bem
porquê,
do perfume do
primeiro amor
inocente,
sonhador, libertador.
Os aromas
são intrigantes,
marcantes,
atraentes,
repulsivos.
Os aromas não se
vêem,
não se tocam.
Não têm corpo,
nem forma
e, no entanto,
envolvem-nos,
apaixonam-nos.
O aroma do colo
da mãe,
da pureza do
bebé,
do fervor dos
amantes.
Adoro aromas.
Suaves, subtis.
Fecho os olhos e
abstraio-me.
Distraio-me.
Concentro-me.
Respiro fundo.
Relaxo.
Cheiro jasmim,
tília, rosa
e todas as flores
do meu
imaginário.
Relaxo.
Adormeço
profundamente
e sonho com aroma a
flores...
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