Dizem
que quando se chora por amor
é porque há ainda um pouco de dignidade,
mas quando se mendiga por amor
não há dignidade,
não há amor.
Há pena
e compaixão
por nós próprios.
Então,
já não se mendiga por amor,
mas por desamor
e isso já não é digno.
Digno
não é mendigar ou
implorar por amor.
Digno
é amar e ser amado.
Isso sim é digno!
Serei eu,
por acaso,
algum dia,
digno?
Um blogue onde publico textos de minha autoria sobre o que sinto, vejo e prevejo. Poemas, reflexões, algum humor e muito gosto pela escrita e pelo poder das palavras.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
O meu castelo
O meu castelo
não é frio, nem feio.
Não é distante, nem assustador.
O meu castelo
é acolhedor.
Bonito.
É confortável.
É azul, cor de rosa
e todas as cores
de um arco-íris.
O meu castelo é meu
e apenas meu.
Ninguém lá entra.
Apenas quem eu quero,
como quero,
e quando quero.
O meu castelo não é distante.
É apenas privado.
É meu.
Gosto muito do meu castelo.
Fui eu que o fiz.
Fui eu...
Infelizmente,
há cada vez menos castelos.
Estão a extinguir-se...
A mim nada disso interessa,
nem preocupa.
O meu castelo existe,
está lá,
bem perto de quem eu quero.
O meu castelo...
tão lindo!
existe,
imponente
e magnânime.
Ao meu castelo
nunca ninguém viu,
apenas eu.
São algumas pessoas que lá habitam e nem sabem.
Apenas eu...
não é frio, nem feio.
Não é distante, nem assustador.
O meu castelo
é acolhedor.
Bonito.
É confortável.
É azul, cor de rosa
e todas as cores
de um arco-íris.
O meu castelo é meu
e apenas meu.
Ninguém lá entra.
Apenas quem eu quero,
como quero,
e quando quero.
O meu castelo não é distante.
É apenas privado.
É meu.
Gosto muito do meu castelo.
Fui eu que o fiz.
Fui eu...
Infelizmente,
há cada vez menos castelos.
Estão a extinguir-se...
A mim nada disso interessa,
nem preocupa.
O meu castelo existe,
está lá,
bem perto de quem eu quero.
O meu castelo...
tão lindo!
existe,
imponente
e magnânime.
Ao meu castelo
nunca ninguém viu,
apenas eu.
São algumas pessoas que lá habitam e nem sabem.
Apenas eu...
Porto Seguro
A vida é um barco.
Umas vezes anda à deriva,
perdido,
sem rumo,
sem destino.
Outras,
fica ancorado
num Porto Seguro
ora para se abastecer,
ora para simplesmente contemplar.
Outrora,
também o meu barco
andara a navegar
infinitamente,
apesar da grande e forte âncora que possuia.
Não tinha encontrado
o meu Porto Seguro.
Ao Porto Seguro já o avisto,
ao longe,
pequenino.
No entanto, lá está
à minha espera
e a chamar por mim.
Dirijo-me para lá.
Espero que não esteja já
ancorado por outro barco
mais imponente que o meu.
Sei que já estivera ancorado
por outros barcos,
mas foram arrastados pelas marés.
Não possuíam
âncoras robustas e resistentes como a minha.
Não há onda,
nem tempestade
que me impeça de ancorar
no meu tão desejado Porto Seguro.
Apenas um outro barco.
Umas vezes anda à deriva,
perdido,
sem rumo,
sem destino.
Outras,
fica ancorado
num Porto Seguro
ora para se abastecer,
ora para simplesmente contemplar.
Outrora,
também o meu barco
andara a navegar
infinitamente,
apesar da grande e forte âncora que possuia.
Não tinha encontrado
o meu Porto Seguro.
Ao Porto Seguro já o avisto,
ao longe,
pequenino.
No entanto, lá está
à minha espera
e a chamar por mim.
Dirijo-me para lá.
Espero que não esteja já
ancorado por outro barco
mais imponente que o meu.
Sei que já estivera ancorado
por outros barcos,
mas foram arrastados pelas marés.
Não possuíam
âncoras robustas e resistentes como a minha.
Não há onda,
nem tempestade
que me impeça de ancorar
no meu tão desejado Porto Seguro.
Apenas um outro barco.
Ver
Olha para mim!
Não me vês?
Estou aqui a teu lado.
Olha!
Os teus olhos
de pessoa adormecida
não me vêem.
Porquê?
Não me querem ver??!!
Não querem ser vistos??!!
Porquê?
Quero acreditar
que tudo não passa de ilusão.
Quero acreditar
que os teus olhos não me vêem
porque quem me vê é o teu coração.
Como quero acreditar!!
Mas não!
Os teus olhos não me vêem.
O teu coração não me vê.
Estás tão longinquamente perto de mim!
Abre os olhos!
Abre o coração.
Estou aqui.
Olha para mim...
Não me vês?
Estou aqui a teu lado.
Olha!
Os teus olhos
de pessoa adormecida
não me vêem.
Porquê?
Não me querem ver??!!
Não querem ser vistos??!!
Porquê?
Quero acreditar
que tudo não passa de ilusão.
Quero acreditar
que os teus olhos não me vêem
porque quem me vê é o teu coração.
Como quero acreditar!!
Mas não!
Os teus olhos não me vêem.
O teu coração não me vê.
Estás tão longinquamente perto de mim!
Abre os olhos!
Abre o coração.
Estou aqui.
Olha para mim...
Viajar
Foi num dia à tarde
que, sozinha,
à beira do lago
azul e reluzente,
o vi.
Lá estava ele,
sentado,
encostado a uma árvore.
A ler.
A sonhar.
A viajar.
Quem sabe?
Quem me dera ser o livro.
Quem me dera ser o sonho.
Quem me dera estar no sonho.
Viajei.
Fui ter com ele.
Fui ler o livro com ele.
Regressei.
Acordei e estava no outro lado da margem.
Que pena!!
que, sozinha,
à beira do lago
azul e reluzente,
o vi.
Lá estava ele,
sentado,
encostado a uma árvore.
A ler.
A sonhar.
A viajar.
Quem sabe?
Quem me dera ser o livro.
Quem me dera ser o sonho.
Quem me dera estar no sonho.
Viajei.
Fui ter com ele.
Fui ler o livro com ele.
Regressei.
Acordei e estava no outro lado da margem.
Que pena!!
Primavera da Vida
Sentada na varanda
olho para a musa inspiradora,
imponente e brilhante,
que flutua na escuridão.
Ela olha-me
com olhos de quem padece
e sofre
com o meu sofrimento.
A noite caiu
e a brisa corre ao de leve
como que para refrescar
o que paira no ar.
É a Primavera.
A Primavera da vida
que nasce e morre,
faz nascer,
faz morrer
o mais frio dos mortais.
A Primavera da vida
é magnífica!
e, no entanto,
faz sofrer
quando acaba o seu tempo,
a sua vida.
Sofro.
Não que a minha Primavera tivesse acabado,
mas porque,
sozinha
diante de tal quadro encantador,
a Primavera
não é tão bela.
Não é Primavera.
Sofro
porque a beleza
é para ser compartilhada
e não isoladamente desfrutada,
como se mais ninguém houvesse.
Quero viver na eterna Primavera...
olho para a musa inspiradora,
imponente e brilhante,
que flutua na escuridão.
Ela olha-me
com olhos de quem padece
e sofre
com o meu sofrimento.
A noite caiu
e a brisa corre ao de leve
como que para refrescar
o que paira no ar.
É a Primavera.
A Primavera da vida
que nasce e morre,
faz nascer,
faz morrer
o mais frio dos mortais.
A Primavera da vida
é magnífica!
e, no entanto,
faz sofrer
quando acaba o seu tempo,
a sua vida.
Sofro.
Não que a minha Primavera tivesse acabado,
mas porque,
sozinha
diante de tal quadro encantador,
a Primavera
não é tão bela.
Não é Primavera.
Sofro
porque a beleza
é para ser compartilhada
e não isoladamente desfrutada,
como se mais ninguém houvesse.
Quero viver na eterna Primavera...
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Celebração da vida
Há quem diga que a vida
é um pesado fardo que carregamos
ao longo de um percurso sinuoso.
Outros há que dizem que a vida
é apenas a existência de um ser
num determinado espaço.
Não concordo!
Não posso de todo concordar!
A vida é um trajecto existencial
recheado de experiências boas
e menos boas
que nos preenchem e ensinam.
E com elas vamos
caminhando em lindas planícies,
escalando tortuosas montanhas,
atravessando longos oceanos...
E o que seria de todos nós sem vida?
Seríamos uma pedra,
fria e dura,
inalterável ao longo dos anos
não fosse a erosão dos ventos
ou o polimento das areias.
Assim, cabe a cada um de nós celebrar a vida.
Celebramos?
O grito
Grito na multidão
e o silêncio impera.
Magoa.
Mutila.
Faz o coração
ficar fisicamente dorido
por gritar
e ninguém ouvir.
Ninguém perceber
o que preciso,
como se o que preciso
de oxigénio
se tratasse.
Magoa.
E a pedra áspera
e dura
mantém-se
impávida
e serena
como se nada tivesse a ver com ela...
magoa.
Asfixia.
Mata.
E ando a morrer aos bocados
por quem
me desilude
por não me perceber...
e andar tão alheado de mim...
serei eu a egoista?
Se o que peço
é tão pouco
e tão importante...
e ando a morrer aos bocados...
Amargura
Ando
triste,
amargurada,
mal
amada,
sem
vontade de sorrir.
Sinto-me
só,
estando
acompanhada.
Sinto-me
desamparada,
desiludida.
Quero
colo
e
ninguém mo dá.
Quero
um abraço
e
todos me fogem.
Quero
sentir-me
amada,
desejada,
admirada.
Quero
sentir-me
mulher.
Quero
o meu homem de volta.
Não
sei onde está,
nem
com quem está.
Não
o compreendo,
nem
o conheço.
Tenho
medo
de
estar simplesmente
a
acordar de um sonho bonito
e
que a vida
seja
mesmo isto
que
vivo,
vejo
e
sinto:
incompleta,
cinzenta,
vazia.
Quero
apenas
que
o meu coração
sorria
novamente.
Genuinamente.
Vou
dormir...
pode
ser que volte a sonhar...
Ser Mulher
A sua definição é tão complexa como o Ser
propriamente dito.
Ser Mulher é tão magnífico como enigmático.
Tem momentos turbulentos de autêntico vendaval de
ideias e palavras. Demasiado. Excessivo para o pragmatismo duro e cruel do
Homem.
É ter uma perspectiva global de tudo o que a
rodeia, pensando sempre em muita coisa ao mesmo tempo. Como é possível não o
fazer?
Ser Mulher é maravilhoso, desde que a deixem Ser
Mulher. Desde que ela se deixe Ser Mulher.
Não esposa. Não mãe. Não filha. Não. Só Mulher.
Pelo menos durante uns instantes por dia. Faz falta. Faz bem. A ela e a todos
os que a rodeiam.
A Mulher é o limão da vida. Não aquele limão
brilhante, grande, com cheiro forte a citrino, pois esse, quando se corta, não
tem sumo. É antes aquele limão aparentemente frágil e, no entanto, suculento. O
que tem a acidez fundamental para temperar a vida.
A Mulher engana os incautos. A Mulher (a)trai.
Naturalmente (a)trai. E gosta de (a)trair. Faz parte do Ser Mulher. Do seu
papel de Mulher. É o seu porto seguro. O seu cinto de segurança no percurso
sinuoso da vida. Não se trata de vulgaridades, mas de complexidades. Gosta e
não gosta. Quer e não quer. Não é um jogo. É a sua natureza.
Ser Mulher não é nada fácil. É um turbilhão de
pensamentos e sentimentos. De hormonas descontroladas e de emoções ao rubro.
Ser Mulher é viver constantemente numa
montanha-russa. Ora calma, ora acelerada.
Sou Mulher. Adoro Ser Mulher e aprecio as
Mulheres. Não é nada sexual, mas concorrencial. Tenho uma necessidade quase carnal de proteger e de
demarcar o meu território.
Observo, analiso, comparo, filtro. Não aceito
dogmas, modas inúteis, futilidades.
Silêncio
O Silêncio é,
muitas das vezes,
uma dádiva.
Num momento de Silêncio,
reflectimos,
sonhamos,
viajamos
com o nosso pensamento
para sítios privados
e até, quem sabe,
delicados.
O Silêncio,
quando não imposto, é,
sem dúvida,
um óptimo momento
para uma introspecção da nossa vida,
da nossa vivência e
convivência.
Só não entende a importância de
um momento de Silêncio,
quem vive
sempre (!)
no meio de ruído ensurdecedor
que nos empobrece e entristece.
Um olhar,
um sorriso,
uma expressão
dizem mais
do que mil palavras
proferidas, faladas.
Aprecio
um bom momento de Silêncio,
tal como aprecio um momento de Solidão.
Um momento. Apenas isso. Nada mais.
Detalhe
Uma questão de detalhe.
O olhar em volta
e ver a beleza
que nos rodeia.
Detalhe.
Sem pressas.
Sem mecanismos.
Uma questão de detalhe.
O pausar
para absorver tudo
sofregamente
como se o amanhã
não o fosse mais.
O parar
para viver
e não de viver.
Ver a voracidade do mar em dias de tempestade.
Ver a leveza da ave face a um vento forte e impiedoso.
Ver a flor a desabruchar.
Ver a sabedoria da velhice.
Ver a vida em toda a sua plenitude.
Uma questão de detalhe.
Aromas
Adoro aromas.
Suaves, subtis.
O aroma a chuva
fraca acabada de cair num dia de Verão.
O aroma do mar,
da praia,
do pinheiro, do
eucalipto.
O aroma de
Primavera das árvores em flor.
Os aromas
transportam-nos
a memórias
apagadas,
a infâncias
esquecidas,
a desejos,
sonhos.
O aroma do bolo
quente que a avó fazia nas férias de Verão,
do pão torrado
numa espécie de torradeira de levar directamente ao fogo,
dos campos em
flor
onde corríamos
sem saber bem
porquê,
do perfume do
primeiro amor
inocente,
sonhador, libertador.
Os aromas
são intrigantes,
marcantes,
atraentes,
repulsivos.
Os aromas não se
vêem,
não se tocam.
Não têm corpo,
nem forma
e, no entanto,
envolvem-nos,
apaixonam-nos.
O aroma do colo
da mãe,
da pureza do
bebé,
do fervor dos
amantes.
Adoro aromas.
Suaves, subtis.
Fecho os olhos e
abstraio-me.
Distraio-me.
Concentro-me.
Respiro fundo.
Relaxo.
Cheiro jasmim,
tília, rosa
e todas as flores
do meu
imaginário.
Relaxo.
Adormeço
profundamente
e sonho com aroma a
flores...
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