Hoje, e só hoje,
sou pequenina o bastante
para me caber dentro
do teu abraço profundo,
ladeada do teu calor
mais forte que este inverno
cheio de teimosia e vaidade.
Adormeço tranquila no teu colo,
mesmo sabendo que o dia
acaba sempre cedo demais,
despojando-me de vergonhas
por teres ali contigo
o mais vulnerável de mim.
Fecho-me na palma da tua mão
e encolho todos os meus medos
e todas as minhas saudades.
Deixo-me levar nas ondas
desse teu mar revolto
e, assim mesmo, sei
que o barco será mais duro
que qualquer tempestade.
Hoje, e só hoje,
sei-me pequenina diante
do teu desconhecido
que em nada me inquieta,
mas desperta o cuidado
que a tua memória minha
não apague os passos passados
na areia já de ondas idas
e que a vontade que te reconheço
não esmoreça com o que há-de vir.
sou pequenina o bastante
para me caber dentro
do teu abraço profundo,
ladeada do teu calor
mais forte que este inverno
cheio de teimosia e vaidade.
Adormeço tranquila no teu colo,
mesmo sabendo que o dia
acaba sempre cedo demais,
despojando-me de vergonhas
por teres ali contigo
o mais vulnerável de mim.
Fecho-me na palma da tua mão
e encolho todos os meus medos
e todas as minhas saudades.
Deixo-me levar nas ondas
desse teu mar revolto
e, assim mesmo, sei
que o barco será mais duro
que qualquer tempestade.
Hoje, e só hoje,
sei-me pequenina diante
do teu desconhecido
que em nada me inquieta,
mas desperta o cuidado
que a tua memória minha
não apague os passos passados
na areia já de ondas idas
e que a vontade que te reconheço
não esmoreça com o que há-de vir.

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