Nem sempre
me percebo
no meio de
tanto sem contar.
Entre a
calma do tem de ser
e a alma a
sorrir para fora.
A pressa de
agarrar o tempo
e o medo de
perder o ar.
As linhas
onde muito escrevi
já o vento
as levou para sítio incerto.
Apenas resta
a lembrança saudade
de tudo o
que fui em palavras
de todos os
meus ainda sonhos
sem tentar
ver para onde as linhas
travessas me
querem levar agora.
Nem sempre
me percebo,
mas sei-me
por dentro
de todas as
lágrimas já feridas ,
de todos os
suspiros de vontade,
de todos os
abraços por prender.
Nunca pensei
ter tanto tendo tão pouco
quando há
quem tenha muito de nada.
Neste meu mar sem horizonte,
sei que as linhas me querem
levar algures para além de mim.
E eu vou deixar-me ir com elas
com a certeza, porém,
de que as palavras continuarão
a ser as mesmas dos meus sonhos.
Nem sempre me percebo,
mas percebo perfeitamente
quem eu quero muito ser.

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