Com a subtileza
de quem quer, aproxima-se do que quer de passos baixinhos e vontade mansa. Sorri
envergonhada quando se vê descoberta em tal marotice e, assim mesmo, desabafa
as almas que carrega com aquele seu brilho: meio lágrima - meio felicidade.
Tem receio
que a vejam despida da força que julgam sempre ter: engole a respiração forçada
tanto quanto o coração lhe salta para as mãos tremidas. Agarra-se ao sonho da voz
que a segura. Escuta a memória das conversas trocadas.
Fala quando
falar ainda lhe resta para encarar os dias e vira as desilusões do avesso para
que o sentido da vida continue diante de si.
Quer mais do
que apenas sentir: quer ver com os olhos da alma o calor da gratidão de mão dada
com o orgulho.
Quer que a
olhem como ser feminino dotado de pormenores próprios de uma existência para lá
de tudo o que é possível amar.
Afinal, o
propósito da humanidade permanece no prazer que os afectos lhe dão e no desejo
de saborear devagarinho cada momento sempre mais.

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