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domingo, 29 de dezembro de 2013

A origem do acaso



Trajectos que se cruzam
na planície da existência.
Encruzilhadas linhas
que ninguém percebe:
só o tempo, com a calma
que lhe é devida
(qual mestre oriental),
consegue dar provas
dos porquês dos acasos:
os tropeções que recebemos;
as pessoas que aprendemos.

Os acasos não existem.
As coincidências também não.
Nascemos na escuridão;
crescemos  na dúvida;
partimos iluminados.
E é essa luz que nos orienta,
que nos ensina
e que nos diz que, afinal,
TUDO vale a pena.
Não fosse a vida a origem
de todos nós.


sábado, 28 de dezembro de 2013

Um dia...



Vou dizer-te
o que não sinto no que cuidas
com mãos de  zelo.
Vou contar-te
o que não vejo no teu olhar
atento no mais além.
Vou falar-te
as palavras, muitas, presas
no tempo que não vivemos.
Vou mostrar-te
quem sou desde sempre:
há muito apagado
no medo de te perder
sem nunca te ter sido.
Vou despir-me
e, de olhos fechados,
vou sentir-me o menino
que sou diante de ti.
Vais saber-me…
um dia.

sábado, 23 de novembro de 2013

Só e apenas



A dimensão de apenas
reduz o muito a pouco.
Apenas só.
Apenas isso.
Como se tornar pequeno
fosse tornar menos importante.
Como se o pequeno
fosse incapaz
de se mostrar realmente grande.
Apenas.
Condiciona conceitos.
Cria preconceitos.
Tão simples.
Tão redutores.
Advérbio cheio de segundas intenções:
justificado por uma qualquer dificuldade
imaginada pela sua humanidade.
Razão atrapalhada.
Visão imaginada.
Apenas.
E só.


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Vou



Vou.
Sou sangue vida.
Se não vou, também não fico.
E estar subtrai-me da equação:
razão que me faz
ser quem sou.

Vou.
Ali. Ou mais além.
Pouco importa.
O meu sonho
é encontrar e enfrentar
os meus anseios e receios.

Vou.
Do difícil farei vitória.
Do simples minha memória.
Não esqueço por onde andei,
nem quando tropecei
nas agruras da minha existência.

Vou.
Sem dar ouvidos
às vozes que atormentam
a lucidez que ainda tenho.
Sou o ânimo que preciso
para me descobrir...


terça-feira, 12 de novembro de 2013

Leito de Inverno



O leito em que me deito
nas noites frias de inverno
tem um sabor especial:
vontade de acordar
e ficar.
Ouvir a chuva bater na janela
e não me importar.

O bem que me faz à alma
sentir o corpo aquecido
no descanso do que me pertence.

Não posso abandonar
a almofada e deixar esfriar
os segredos que contei:
o dia já é longo
e os prazeres raros.
Venha depressa a lua
que o sol também amarga.

Saber que esta simples
cumplicidade minha                                               
sabe tanto e a tão pouco…