Vou dizer-te
o que não sinto
no que cuidas
com mãos de zelo.
Vou
contar-te
o que não
vejo no teu olhar
atento no
mais além.
Vou falar-te
as palavras,
muitas, presas
no tempo que
não vivemos.
Vou
mostrar-te
quem sou
desde sempre:
há muito apagado
no medo de
te perder
sem nunca te
ter sido.
Vou
despir-me
e, de olhos
fechados,
vou
sentir-me o menino
que sou
diante de ti.
Vais saber-me…
um dia.

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