Já fui ingénua. Fui feliz.
Já me senti enganada. Relegada.
Já tive sonhos. Ilusões.
Já me perdi. Encontrei-me.
Já chorei pequena. Revirei-me.
Já duvidei de muito. Agora nada.
Dou por mim a sorrir para a vida
como quem escuta um segredo oculto.
Porque sou ávida da vida
e dela bebo tudo o que é:
do que fui, serei sempre;
do que sou, sempre quis.
Porque saber o sabor da vida
é saber que a vida
tem o cheiro da primavera
e a pressa lenta do verão,
do outono caem as cores
que o inverno leva na mão.
E, assim, afasto o mal que vejo perto
para que os olhos vejam o tanto
que vale a pena aqui tudo viver!
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