Quantas vezes escrevo com vontade de me desapegar do que me faz não sair da roda!
Pensamentos absorvidos ao longo de momentos.
Reflexões sobre a razão das razões e das emoções.
Anseios sentidos por insistência de inquietudes e vivências e sensibilidades e tantas realidades.
Quantas vezes escrevo para escapulir deste mundo tão mundano e insano! Onde trabalhamos para ter qualidade de vida e a perdemos por trabalharmos numa escravidão camuflada de flores de pó. Onde a normalidade não me faz sentido por quanta tristeza e vazio vejo nos olhos de quem passa por mim na rua.
Quantas vezes escrevo para voltar à casa que, não sendo de tijolo e cimento, alberga o conforto que preciso, o sentido que me faz sentido e a tranquilidade de estar onde gosto de ser.
Quantas vezes escrevo apenas para me concentrar no que me guia e deixar-me levar ao encontro da alma de que sou feita.
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