Ser mulher
quando me sinto menina.
Ser muito mãe
quando sou tão filha.
Ser uma boa amiga
para quem precisa.
Ser família
todos os dias.
Ser presente
quando estou a olhar a lua.
Ser quem sou só para mim:
se nem eu me compreendo,
para quem me rodeia
sou uma estranha dúvida.
Eis porque guardo nos meus silêncios
a leve esperança de que a memória
me suspire ao ouvido
o sonho que tens para mim:
sem sopa de letras, nem palavras cruzadas.
Não é fácil ser eu.
Umas vezes certeza.
Outras nem por isso.

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