Dóís-me por
dentro.
Bastante
dentro do que sou.
Sinto-te sem
estarmos
e quando não
estamos és o que te sei.
Mas não
estás.
Nunca estás.
E nem sei se
te sei.
Por isso me
dóis tanto.
E sorrio:
sempre que
vislumbro
o desejo
neste nós
ainda por
percorrer.
Somos o que
queremos
sem poder
querer:
nada somos.
Tu és. Eu
sou.
Tão muito. Tão
nada.
Que será de
mim que tanto me levas?
Que será de
ti que nada sei?

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