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sábado, 23 de agosto de 2014

Tão nada



Dóís-me por dentro.
Bastante dentro do que sou.
Sinto-te sem estarmos
e quando não estamos és o que te sei.
Mas não estás.
Nunca estás.
E nem sei se te sei.
Por isso me dóis tanto.
E sorrio:
sempre que vislumbro
o desejo neste nós
ainda por percorrer.
Somos o que queremos
sem poder querer:
nada somos.
Tu és. Eu sou.
Tão muito. Tão nada.
Que será de mim que tanto me levas?
Que será de ti que nada sei?


sábado, 2 de agosto de 2014

Chuva de verão



Quão apaziguador é
sentir a chuva num dia de verão.
Arrefecer o incómodo.
Refrescar os desânimos.
Ver a natureza banhar-se
de uma nova vida
dando vida ao sentido
que não tem.
Arrepiar a ânsia de se cobrir
de braços apertados
e ver que, afinal,
a chuva escuta o aperto no peito
e, com suas mãos firmes,
afasta todos os mundos
de cima dos nossos ombros…