Nunca fui de comemorar o Dia da Mulher. Percebo a necessidade de haver um dia especial para enaltecer a Mulher na sua plenitude (desde o que já conquistou ao que ainda está longe de alcançar), mas, se há datas que não comemoro, essa é uma delas. E não comemoro porque me enalteço (ou faço por isso) todos os dias:
A cada acordar: ora com sono, ora com vontade de continuar a dormir. A cada TPM que me transporta do humor ao choro, do choro à irritabilidade, da irritabilidade ao chocolate, à velocidade-luz das hormonas.
Quando olho para as crias e vejo vida a crescer fora de mim.
Quando olho para o espelho e vejo vida a transbordar pele e cabelo fora.
Sempre que espevito a minha inteligência racional e emocional.
Sempre que dou o meu melhor ou faço o que me apetece.
Nunca fui de comemorar o Dia da Mulher e este ano não é excepção. Mas, em honra de todas as Mulheres do mundo e da incompreensão a que estão sujeitas diariamente, vou comer um bolo de chocolate como sobremesa acompanhado com chá de cavalinha (que a dieta assim o obriga e o meu corpo agradece).