De quando em vez, sou assolada por uma inquietude que me faz querer mexer o (meu) mundo. Torná-lo mais doce. É que o açúcar teima em ficar depositado no fundo das profundezas:
a vida fica entre o amargo e o insípido:
e eu lá estou:
a beberricar o que sobra da inércia.
Saber cada vez melhor a razão de mim é obra do tempo e dos despertares nas manhãs de primavera que subsistem e insistem comigo.
Porque o calor satura o que o vento anuncia: o sol tem os dias contados.
Mexe.
Mexe-te.
O inverno não tarda nada entra vida adentro e o que é já nem a saudade terá memória.
