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domingo, 12 de junho de 2022

Mudos, surdos, cegos e muletas

Quando era criança não percebia a razão das guerras entre os homens: a sua semelhança era, para mim, tão evidente que seria motivo mais do que suficiente para a total concórdia (entre eles). (Mas os homens não são todos iguais? Não se compreendem?)


Achava, aliás, que, a haver guerras, deveria ser entre homens e mulheres!: seres completamente diferentes e, naturalmente, óptimos candidatos a aguerridos opositores. Tinha no meu irmão a prova cabal da minha teoria! (Definitivamente falam uma língua diferente até na mesma casa!)


Hoje, sou completamente contra qualquer tipo de guerra seja por que motivo for. Acredito que, mesmo na diferença, se pode dialogar, compreender e aceitar por forma a entrar numa relação perfeitamente concertada e saudável. Haja vontade, desapego, maturidade e inteligência emocional.


Acredito que, apesar de tudo, homens e mulheres são iguais: na humanidade, na fragilidade, na vulnerabilidade. Porque, mesmo nesta actualidade prática, rápida e carregada de bens, temos uma necessidade básica de nos relacionarmos e conectarmos uns com os outros. E é esta discrepância, este desalinhamento entre Ter e Sentir que tem levado a um crescimento assustador da quebra de vínculos afetivos. Andamos mudos a gritar para surdos e cegos à procura de muletas. 


Vamos lá respirar fundo, fechar os olhos e serenar os ânimos que o tempo é impiedoso com estas nossas distrações e a vida não espera por nós.